segunda-feira, 8 de novembro de 2010

No verão, a melhor opção é o vinho rosé

A somellier Gianni Tartari afirma que apesar do preconceito a bebida tem sido mais procurada pelos brasileiros na estação


Seu Adolfo Nardini mantém a tradição da família em produção de vinhos em Atibaia

O vinho rosé é uma bebida que agrada facilmente a muitos paladares por ter como características a suavidade e a sensação refrescante. Na Europa, por exemplo, em países como Espanha, França e Itália, a bebida é bastante consumida no verão. No entanto, apesar de combinar com o clima tropical do Brasil, segundo a somellier Gianni Tartari, a bebida acaba não sendo muito aceita pelos brasileiros, principalmente pela existência de preconceitos sobre a classe, mas mesmo assim, cada vez mais ganha adeptos. 

“Muitas pessoas não consideram o rosé um vinho. Isso é um erro. Primeiramente, é preciso saber apreciar a bebida (de preferência com qualidade) na temperatura correta. No nosso país o consumo é muito mais agradável já que contamos com o clima tropical”, pontua Gianni.

Segundo o enólogo Renato Frascino, a bebida sofreu diversas mudanças ao longo do tempo e, por isso, ganhou mais adeptos no Brasil. “Por ter gosto fraco e, às vezes, não agradar muito, o vinho rosé é associado somente às mulheres, mas isso não é verdade. A bebida é apreciada por quem gosta de um bom vinho, basta saber as ocasiões em que deve consumi-la”, afirma.

Nem branco, nem tinto, é assim que o vinho rosé é popularmente conhecido. E, apesar de muitos acreditarem que a bebida é fruto da mistura entre o branco e tinto, a diferença dos tradicionais vinhos para o rosé está em seu processo de fermentação, uma vez que o suco fica pouco tempo em contato com a casca da uva. “É possível obter o vinho rosé por este processo de mistura, mas apenas os produtos de baixa qualidade acabam sendo produzidos desta forma”, explica Gianni Tartari.

Acompanhado dos filhos René e Ricardo, Adolfo Nardini (foto), dono de uma fábrica tradicional de vinhos na cidade de Atibaia, explica que o processo de produção do vinho rosé é simples, porém bastante demorado. “Nós fabricamos os vinhos em determinados períodos do ano, porque temos que esperar a melhor safra da uva. Quando começamos a produzir chegamos a demorar até sessenta dias para fabricar uma garrafa de vinho rosé”, explicita.

Para entender o processo de produção

Primeiro, começa com o cuidado de não alongar o tempo da maceração da uva, somente até atingir a fraca coloração que é desejada. Rapidamente as cascas são retiradas do mosto, para que seja mantido o gosto suave da bebida. Logo o líquido é mandado a uma cuba inoxidável para obter o conhecido aroma frutado e fresco que só o vinho rosé provoca em seu paladar.

Confira as uvas mais utilizadas em vinhos roses, segundo o site mundovinho:

Cabernet Sauvignon: É a mais nobre e a mais famosa uva tinta do mundo, dona de uma cor intensa e de um alto teor de tanino. Seu cultivo foi iniciado no século 18 em Bordeaux, na França, e espalha-se até hoje por diferentes continentes, encontrando condições adequadas em terras da Itália, Espanha, Estados Unidos, Austrália, Brasil, Chile e Argentina.

Chardonnay: É a principal uva branca e graças à facilidade de cultivo, resistência e produtividade, espalhou-se pelo mundo, sendo a base de vinhos brancos muito secos. É a uva do Chablis e produz vinhos excelentes na Borgonha, na França. É encontrada na Califórnia, Chile, Argentina e Brasil.

Grenache: Encontrada em diversas partes do mundo. Tem origem no sul do Rhône. Na Espanha, adquiriu a alcunha de Granacha. Também é bastante cultivada na Califórnia e na Austrália.

Merlot: Também presente nos vinhos de Bordeuax nos últimos séculos, atualmente a uva é produzida, também, em diferentes regiões do mundo: Califórnia, Chile, Austrália, Argentina e no Brasil.

Pinot Noir: Plantada na Borgonha, onde também serve de base para a produção de champanhes, tem sido cultivada em outras regiões, obtendo resultados inferiores aos da terra natal.

Confira fotos da produção de vinhos da fábrica da família Nardini, em Atibaia:


domingo, 31 de outubro de 2010

Drinks com vodkas devem priorizar ingredientes leves

Qualidade do destilado também deve ser observado


A vodca é a segunda bebida destilada mais tomada no país – só perde para a tradicionalíssima cachaça -, segundo levantamento feito em 2007 pela Secretaria Nacional Antidrogas. Geralmente neutra (existem versões aromatizadas), o destilado tem nos drinks o seu maior glamour. Ingredientes leves são uma boa pedida na hora de agitar a coqueteleira. Mesmo assim outras “misturas” devem ser respeitadas, de acordo com especialista em drinks.

Antes de fazer qualquer receita, no entanto, é bom observar a qualidade da vodca, que é produzida na maioria das vezes a partir da fermentação de grãos (trigo, centeio, por exemplo) e tubérculos (batata). A pureza e neutralidade estão ligadas à quantidade de resíduos presentes no produto final. “Muitas vodcas não passam por todo um processo de destilação, purificação e filtragem. Daí, a qualidade fica comprometida, pois vários outros alcoóis e aldeídos permanecem, por exemplo”, explica o médico Marcos Ponzoni, coordenador do site Clube da Vodka. Colecionador há 17 anos, ele tem um acervo de cerca de 500 garrafas, dos mais diferentes países.

Na hora de separar os ingredientes é bom observar a exclusividade de cada destilado, explica o mixologista (especialista em drinks) Marco De la Roche. “Pense que para misturar um suco de abacaxi, é mais fácil usar um destilado mais encorpado, como o rum ou cachaça”, comenta. No caso da vodca, famosa por sua neutralidade, a orientação é acrescentar ingredientes de leve harmonização, como “limão, lichia, maracujá e outras frutas leves”. Mas outras combinações (com refrigerantes, a preferida de muitos jovens) não soam como desrespeito às leis dos drinks. “Acho um movimento natural, há lugar para tudo. Não acredito que isso impeça o crescimento da coquetelaria”, afirma.


Marco De la Roche: premium no lugar da falta de qualidade
(foto: divulgação)

Mercado Premium

Para De la Roche, dono de uma consultoria que presta serviços para bares, restaurantes e cafés, as vodcas de má qualidade devem perder espaço. Isso porque, segundo o mixologista, o consumidor deve cada vez mais priorizar a qualidade. “Houve uma enorme abertura no mercado de vodcas, principalmente no segmento premium e superpremium”, explica. Marcas como Círoc (França) , Belvedere (Polônia) e Grey Groose (França) compõem essa faixa. Os preços das garrafas (750 ml) variam de R$ 149,90 a R$ 279,00.







“Aguinha”

Segundo o jornalismo gastronômico inglês e autor do livro "Guia Internacional do Bar", Michael Jackson, a palavra vodca é usada de maneira errada, já que nos países eslavos o termo significa qualquer bebida destilada. Trata-se de um diminutivo irônico de água. O teor alcoólico, de acordo com Jackson, varia de 35% a 80%.  


Receita - Drink da Barbie

Vodkas.com.br

Ingredientes:

- 1 dose de licor de morango
- 1 dose de suco de morango
- 1 dose de suco de laranja
- 1 dose de vodka

Modo de preparar:

- Pegue um copo de longdrink e coloque gelo até em cima em seguida coloque as doses em ordem e não misture, como os liquidos tem consistência diferente não iram se misturar.
- Para beber utilizar um canudo e ir subindo para sentir o gosto de cada ingrediente.

sábado, 30 de outubro de 2010

Cozinha Molecular começa a virar realidade

Cursos da modalidade gastronômica passam a ser mais frequentes na RMC

Pâmela Paduan

Em 1908, o cientista húngaro Nicholas Kurt e o químico-físico francês Hervé This, decidiram entrar na cozinha para estudar a estrutura molecular dos alimentos e analisar os fenômenos gastronômicos, como a fervura do leite. Nascia aí a cozinha molecular, que começa a ser difundida somente agora no Brasil, através de cursos que passam a ser oferecidos por especialistas que buscaram a modalidade principalmente na Europa.

De acordo com o chef Leandro Silvano, um dos poucos especialistas da prática na RMC (Região Metropolitana de Campinas), a técnica chegou ao Brasil em 1998, mas ainda hoje encontra muita resistência. “Os principais obstáculos são a dificuldade em se conseguir os produtos químicos e a cultura brasileira. Para o povo brasileiro, a comida é feita para matar a fome, mas precisa ser vista como uma arte. A cozinha molecular é a arte de surpreender os clientes com coisas simples e pequenas, fazer com que ele experimente sensações únicas, exige não só técnica, mas muita criatividade”, comentou.

Alguns processos são mais comuns dentro da cozinha molecular. O mais básico consiste em misturar alimentos, a chamada mixologia. É possível, por exemplo, misturar de Halls preto, água tônica e vodca. Na medida certa, estes ingredientes juntos formam um drink fosforescente.

Outro processo comum é a esferificação, também muito simples. Só é necessário alginato de sódio, cloreto de cálcio e água, para fazer um ovo doce: gema de manga e clara de leite de coco. Os produtos químicos, utilizados em quantidade e de forma adequada, criam uma película externa na esfera e, no interior, o líquido é o que surpreende.



Já na criogenia, alimentos ou coquetéis são preparados a temperaturas baixíssimas (- 196°C), com a utilização de nitrogênio líquido. Sorvetes de qualquer sabor (“de azeite ou fígado de pato”) podem ser feitos instantaneamente em casa, bem como bombons gelados: sólidos por fora e líquidos por dentro. “Além de que quando utilizamos esta técnica para o cliente, a cena por si só já surpreende, uma vez que o nitrogênio é mais denso que o ar e a fumaça se espalha e desce ao redor da mesa”, disse Silvano. Para o preparo de coquetéis na cozinha molecular, é comum o processo de gelificação (tornar gel). Bebidas alcoólicas ou não, passam a ser comidas ao invés de bebidas.
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Receita sugerida pelo Chef
Pastilhas de “Sex on the Beach” com gel de vodca

Ingredientes
Para a geleia de laranja
200 ml de suco de laranja já reduzido
50 ml de licor de pêssego
0,8% de goma gelana

Para a geleia de granadine
50 ml de granadine
50 ml de água
0,8% de goma gelana

Para o gel de vodca
50 ml de vodca
30 ml de água
1,5% de carboximetilcelulose


Modo de preparo
Aquecer o granadine com a água a 90°C, adicionar a goma gelana e mexer até se obter uma mistura homogênea. Em seguida, colocar em um recipiente que fique mais ou menos com 1 cm de altura, e levar à geladeira, até gelificar.

Faça o mesmo procedimento com o suco de laranja misturado com o licor de pêssego e a goma gelana. Retire o granadine gelificado da geladeira e despeje a mistura da laranja por cima, levando à geladeira novamente.

Quando for servir, bata os ingredientes do gel de vodca em um mixer. Com um cortador, corte a geleia de Sex on the Beach em porções e decore com o gel de vodca.
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Muitas outras coisas ainda podem ser feitas na cozinha molecular, como uma “uma sopa em forma de espuma, bem leve, que liquidifica na boca”. Mais além, a cozinha molecular também permite o preparo de alimentos com ou sem alguns nutrientes. “Podemos fazer um espaguete de parmesão sem farinha para os celíacos, que são aqueles que não podem ingerir glúten”, exemplificou o chef.


E, de acordo com Silvano, não fica caro ter uma cozinha molecular dentro de casa ou de seu próprio restaurante. “É um investimento que, com certeza, vai ser aprovado pelo cliente”, concluiu. Um kit básico da cozinha molecular inclui dosadores, boleadores, mixer, balança de alta precisão e tanque de nitrogênio, além dos produtos químicos esferificantes (alginato e citrato de sódio, cloreto e gluconato de cálcio), gelificantes (goma gelana, Agar Agar), emulsificantes (lecitina de soja, mono e diglicerídeos), entre outros.




quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Os alimentos também têm risco de extinção

A falta de utilização pode ser a principal causa para que certas delícias sejam esquecidas

Filipe Gonçalves

Para quem pensava que apenas os animais tinham o “privilégio” de entrar em extinção se enganou. Muitos alimentos, principalmente no Brasil, estão desaparecendo. E não por causa de uma plantação ou cultivo equivocados, mas por conta do não utilização deles. Se não têm mais utilidade, não há mais quem queira produzi-los, e assim, o alimento simplesmente deixa de existir.

Manuela Delatorre é sócia proprietária e chef de um restaurante de comida contemporânea brasileira em Campinas. Ela se destaca pela constante busca pelo melhor alimento a ser utilizado, e não necessariamente aquele que está a disposição com mais facilidade. “A gente tem que buscar o que temos de melhor, o produto na sua melhor época. Produtos bons não precisam de muitas coisas para acobertá-los, apenas ingredientes para ressaltar o sabor, como ervas, manteiga...” alerta Manuela.

Existe um catálogo internacional criado em 1996, ligado à associação “slow food” (saiba mais sobre esta associação na matéria de Bruna Marin neste blog) que identifica no mundo inteiro alimentos que estão próximos do abismo do esquecimento. O grande objetivo é incentivar a cultura e novas formas de utilizar estes alimentos.

Atualmente, são 21 alimentos brasileiros destacados no catálogo, que leva o nome de Arca do Gosto. Produtos como o pinhão, o pequi, o berbigão e o umbu estão na lista. Clique e acesse o site da Arca do Gosto. http://www.slowfoodbrasil.com/content/category/6/19/59

Para Manuela, a grande razão para que os alimentos estejam condenados a desaparecerem é a valorização exagerada e desnecessária de culturas estrangeiras. “a gente valoriza muito o que é de fora. A pessoa quer saber de truffa, caviar, mas não conhece o que tem aqui dentro. As frutas, os frutos, a grande diversidade que temos de peixes de água doce, os produtos do Amazonas do cerrado. Por outro lado, eu vejo muitos chefes de fora vindo buscar nossos produtos para levar pra lá.”, lamenta.

A chef lembra que é muito mais fácil encontrar restaurantes italianos do que brasileiros. “E os restaurantes brasileiros servem arroz, feijão e bife. Quem falou que no Brasil só se come isso? O Brasil é muito grande, cada região tem a sua cultura, o que se vende como comida típica brasileira é feijoada, mas tem tantas outras que a gente pode valorizar e resgatar.

O prato principal do restaurante de Manuela é o Filet à Cayena. Ele se resume basicamente a um filet mignon recheado com queijo brie, molho de framboesa e purê de tubérculos. O principal é o uso da taioba, um tubérculo, natural do Brasil, pouco utilizado, mas que pode render muitas receitas. Veja no vídeo abaixo como se fazer o prato Filé a Cayena.



Manuela espera no ano que vem servir pratos executivos em seu restaurante. A idéia vai ajudar a defender a tese de que é possível comer com qualidade e diversidade pagando pouco.

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Salada Mediterrânea

Novidade no Brasil pode trazer hábitos mais saudáveis à população

Fátima Leite

Mais comum em países como Grécia, norte da África e Oriente Médio, o Brasil já contempla esse tipo de alimento, mas com a diferença de não ter a tradição de séculos.
Composta por uma base muito saudável como verduras, legumes, massas de trigo, peixe ou frango, azeitonas e principalmente azeite, fica fácil entender porque nesses lugares há uma expectativa de vida das maiores do mundo e incidência de doenças cardíacas e câncer das mais baixas.

Além de todos esses benefícios, a salada normaliza a taxa de açúcar no sangue e aumenta a longetividade, é considerada o alimento mais saudável do planeta.
É isso que faz com que a Unesco tenha incluído como indicado a salada em seus patrimônios culturais imateriais, que será votado no próximo mês.

A nutricionista Veridiana Moura, explicou que os ingredientes tem nutrientes que protegem a saúde, fibras, que ativam o funcionamento do intestino e ajudam a controlar o colesterol, antioxidantes, que bloqueiam reações químicas. O resultado é que adquire-se resistência aos radicais livres.
Em um simpósio realizado, especialistas afirmaram, que embora composto de azeite de oliva, ou seja, gordura, a dieta previne a obesidade devido variedade de sabor, mas desde que as calorias sejam balanceadas.
São poucos os lugares que servem o alimento em Campinas. O restaurante do SESI serve a salada, porém não todos os dias, é preciso se informar antes. Outro restaurante que incluiu a salada no cardápio foi o Essencial Light, no Cambuí.


Confira a entrevista de Veridiana Moura sobre os benefícios da salada mediterrânea.

Das caravelas portuguesas aos mais brasileiros do paladar


O bolinho de bacalhau além de saboroso, pode trazer benefícios a saúde dos consumidores


André Luis de Moraes

 
Os portugueses são conhecidos por aprender a tratar do bacalhau, mas diz a história que já no ano 1000 dc,o peixe salgado já estava presente nas mesas européias através dos pescadores bascos. Mas não podemos tirar dos nossos colonizadores os créditos por nos apresentarem esse delicioso ingrediente que faz com que degustamos iguarias especiais como o famoso e popular bolinho de bacalhau.

Apesar de ser muito consumido na época das festividades pascoais, o bolinho é encontrado em bares, restaurantes e feiras livres, onde ainda é muito procurado com as mais diferentes combinações, entre elas, a famosa cerveja, apreciada por muitos brasileiros.

Para, Carolina de Moraes, 43 anos, dona de uma barraca que fica na feira livre no Largo do Pará, o bolinho é responsável pela geração de
renda da família, pois segundo ela, há 3 anos tem uma barraca onde o produto é muito consumido. “Comecei a fazer o bolinho em minha casa,daí por sugestão acabei abrindo essa barraca no centro de Campinas”,conta Carolina.A proprietária conta que certa vez foi procurada em sua residência por uma gestante que passando pela sua barraca sentiu o cheiro do bolinho e ficou com vontade, “Ela descobriu aonde eu morava, perguntando para uma vizinha de barraca minha” sorri Carolina.

Levando em consideração o seu ingrediente principal, o bacalhau, é um peixe onde se aproveita tudo, até as bochechas e a língua, pois tem o baixo teor de gorduras e alto valor protéico e só deve ser evitado pelos hipertensos, por causa do sal. Tem um mínimo de colesterol e é rico em cálcio, ferro e vitaminas do complexo B. Além disso, possui Vit. E e Ômega 3, substâncias que ajudam a controlar os níveis de colesterol no sangue. Tem em média 160 calorias por cada 100g.

Valor nutricional do Bacalhau:

A cada 100 g, oferece
130 kcal
29 g de proteína
0,7 g de lipídios
19,7 g de minerais
225 mg de cálcio
617 mg de fósforo
2,8 mg de ferro
0,07 mg de vitamina B1
0,11 mg de vitamina B2
8,6 mg de niacina
Na cidade de Campinas, temos alguns lugares onde a iguaria é bastante procurada e de fama internacional. Um exemplo disso é o City Bar, que está localizado no bairro do Cambuí, e carrega o slogan “O melhor bolinho de bacalhau do mundo” atraindo a todos que passam por Campinas a apreciar a Iguaria.
Desde o ano de 1967,José dos Santos,conhecido como “Seu Zé”,deixou o Distrito de Leiria,em Portugal, rumo ao Brasil.Tnha então quinze anos de idade e vinha para encontrar o pai que já morava no país, e para fugir do serviço militar obrigatório que enviava os jovens portugueses para as colônias africanas,veio para o Brasil.Aqui,especificamente em Campinas,interior de São Paulo,ele está a frente do City Bar mantendo as tradições do bacalhau e principalmente do bolinho.Diante disso, os jurados da revista VEJA Campinas,elegeram os Salgados do City Bar Lanches como os melhores da cidade e na categoria de bares, o lugar recebeu o título de melhor boteco.
E para você que quer se aventurar a fazer um delicioso bolinho de bacalhau, abaixo está a tradicional receita passada pelo Seu Zé.
Bolinho de bacalhau (rendimento: 50 bolinhos)
Ingredientes:
- 1 quilo de bacalhau do porto
- 1 quilo de batata binje
- 3 dentes de alho ralados
- 1 cebola grande ralada
- 6 gemas
- 1 cálice de vinho do porto
- Salsa a gosto

Modo de fazer:
Depois de dessalgado, cozinhe o bacalhau, separe os espinhos e a pele e bata a carne do peixe (envolvida em um pano branco) até virar fibra. Cozinhe as batatas até que virem purê. Junte o bacalhau batido, o purê e os demais ingredientes até que se transformem em uma massa (se a consistência estiver mole, adicionar mais batata; se for o contrário, acrescentar mais gemas). Monte os bolinhos com duas colheres e frite em óleo a 250 graus.

O Senhor Marco Antônio de Oliveira,35 anos,reside próximo ao local e pelo menos a 8 anos ele aprecia a iguaria ,levando as vezes para receber suas visitas em casa, “Eu tenho descendência portuguesa,e quando eu não tenho minha mãe aqui em casa,eu venho aqui e pego”.


Vídeo

Confira o vídeo com um breve depoimento de Seu Zé, do City Bar, contando sobre o consumo da iguaria:



Novos sabores conquistam consumidores

De olho nas novidades e tendências gastronômicas, bares e restaurantes de Campinas apostam em receitas exóticas

Rayssa Anicezio

A gastronomia está se reciclando. É visível a mudança de proposta de muitos bares e restaurantes que passaram a apostar em receitas até então consideradas exóticas. Segundo a especialista em gastronomia e colunista da Revista Metrópole Suzamara Santos, países como Japão, China, Marrocos e Indonésia lideravam o ranking quando o assunto era cozinha exótica, mas o Brasil pode se considerar próximo de figurar essa lista devido à fartura de ingredientes e de hábitos alimentares.

Há muito a gastronomia deixou de se resumir a apenas o arroz e feijão feito em casa para o almoço de cada dia. Atualmente, pesquisas, estudos e teses influenciam pessoas do mundo inteiro na hora de cozinhar. Da obrigação rotineira, cozinhar tornou-se sinônimo de arte e requinte. Uma mistura de temperos, aromas e condimentos dá cor e textura a inúmeras receitas. No Brasil isso não é diferente. Durante séculos influenciado por vários povos, o país tornou-se multicultural. A culinária brasileira é fruto de uma mistura de ingredientes europeus, indígenas e africanos, entre tantos outros. Os hábitos alimentares variam de região para região de acordo com a história, tanto que é comum um local desconhecer as particularidades do outro. E isso não acontece apenas no campo gastronômico, há inúmeras diferenças no modo de falar, agir, pensar e se vestir.

A gastronomia desperta tal interesse, que em Campinas, de acordo com Suzamara, apresenta-se como principal opção de lazer. “Temos excelentes casas, de várias especialidades, que vão da alta gastronomia à culinária popular de boteco, passando pelas tendências de vanguarda, como a cozinha molecular”.

Aliás, a cozinha molecular tem gerado discussões entre seus adeptos e ainda é considerada recente no Brasil, no entanto, em países como França e Inglaterra, estudos sobre a técnica são feitos há mais de uma década. O blogueiro Vitor Hugo do pratofundo.com tem postado textos para esclarecer o significado dessa nova tendência culinária. “Gastronomia Molecular é o estudo científico dos processos químicos e físicos que ocorrem durante o cozimento. É possível criar novos métodos, técnicas e equipamentos, além de aperfeiçoar os já existentes. Já Cozinha Molecular utiliza os conhecimentos descobertos em seus pratos”. Um exemplo é o efeito da temperatura no cozimento do ovo. Embora os livros de culinária indiquem o tempo em minutos para o cozimento, verifica-se que o controle da temperatura é o fator mais importante para se obter o resultado desejado.

Mesmo com todos esses avanços e novidades, muitos ainda consideram Campinas uma cidade provinciana, contudo, Suzamara afirma que existe uma preocupação com a formação dos chefs. “Temos profissionais modernos, preparados e, principalmente, cultos. São chefs que buscam informações, não apenas em escolas de gastronomia, mas também em regiões onde hábitos e ingredientes compõem uma cozinha típica das mais originais”.

             Caipiroska de rúcula Andarilho

Um exemplo de estabelecimento que aposta nas novas tendências é o Andarilho Bar e Whisky Club. No seu cardápio diferenciado, o barman Daniel Barbosa incluiu a caipiroska de rúcula, uma mistura de folhas frescas, gelo, vodca e copo incrustado com sal. A bebida, que faz parte da cartilha de drinks da casa há pouco mais de dois anos, é considerada o carro chefe. E não é só o bar que aposta no diferencial, a cozinha incorporou sopas e cremes para dias mais frios. A Tenessopa leva legumes batidos e o destilado Jack Daniel’s, e acompanha torradas e parmesão ralado.

Para a especialista Suzamara, pratos e drinks exóticos estão aos poucos conquistando espaço. “O paladar dos comensais está mais apurado, mais treinado. Os frequentadores de restaurantes não tem medo de experimentar pratos novos e vem um programa gastronômico como uma experiência sensorial importante. Isso é reflexo da oferta”.
No Restaurante Fogão Mineiro, o chefe Wagner Fabiano Pires aposta na costelinha agridoce, uma mistura de carne de porco e mel. Pratos com balanço entre doce e salgado e as sensações provocativas da gastronomia molecular são algumas dicas sugeridas por Suzamara Santos para quem quer apostar na culinária exótica.

Para fazer em casa 
Caipiroska de rúcula

Ingredientes
Vodka
Rúcula
Gelo
Açúcar

Modo de Preparo
Amasse as folhas de rúcula junto com uma colher de sopa de açúcar, adicione gelo triturado e vodka. Depois, misture. 
Utilize uma folha para decorar. Sirva em copo incrustado com sal.